Wednesday, November 5, 2008
Sunday, June 22, 2008
Yogyakarta
À volta está o melhor. Templos hindus e budistas construídos há mais de um milhar de anos. O conjunto hindu chama-se Prambanan (sim, ainda falhámos umas vezes ate começarmos a dizer como deve ser).
O nosso motorista adormecido na sua “casa”.
Ubud, Tulamben, etc
Ubud é perto do centro, onde o típico é ver umas danças de inspiração hindu. Não é o meu género, um pouco monótonas, mas valem pelo diferentes que são. Uma espécie de teatro secular, com espíritos/Deuses bons e maus em conflito. Valem também a pena alguns templos hindus que se vem pelos caminhos da ilha.
Depois fomos a Tulamben, uma cidade que não teria qualquer interesse, não tivesse havido lá um naufrágio. Na II guerra mundial um submarino japonês abateu um cargueiro americano que, apesar de ter ficado muito perto da costa, depois de uma erupção do vulcão vizinho foi arrastado para o mar. Agora é uma atracção subaquática, com hotéis e escolas de mergulho a brotarem à volta dos destroços. Eu aproveitei.
As Gili
Umas pequenas ilhas perto de Lombok. Foram a primeira paragem depois do novo arranque e um dos sítios mais próximos do paraíso em que já estive.
Monday, June 9, 2008
Relaxar em Bali
Antes de arrancar para a verdadeira viagem, pareceram-me obrigatórios uns dias de calma e paz, que já há não sei quantos meses não tinha. Dias a não fazer nada. Praia, massagens balinesas, bons restaurantes, a companhia materna, dolce far niente :) até preguiça de escrever, por isso é que agora vai tudo de uma vez. Já restabelecido, começo a delinear o plano de viagem, vou lendo os relatos de quem já andou por cá e ouvindo quem vou encontrando. Logo chega a tolinha que vai atravessar o mundo para viajar comigo e lá vamos nós!
Sunday, June 8, 2008
O trekking em Lombok
Começou com um dia inteiro a subir uma montanha mais alta do que a Serra da Estrela, numa monótona paisagem de selva, apenas animada por uns macacos ocasionais. Já tinha dito que não era para mim, muito esforço e pouco benefício, mas o melhor ía chegar. Depois de adormecer às 7 da tarde (primeira vez na vida?), por volta das 5h, ainda de noite, voltávamos a subir o monte.
Acho que a minha cara espelha bem o alívio/cansaço do momento.
Na berma do lago que abraça o vulcão estavam imensos pescadores que viviam em tendas improvisadas, feitas com plásticos. Como não têm meios para conservar os peixes, quando os apanham prendem-nos com uma corda e põe-nos outra vez na agua, quais cães com trela.
É uma última oportunidade. Há peixes no lago porque, há uns anos atrás, o Suharto mandou uns helicópteros despejar lá os avós dos peixes. Agora, quem não tem emprego vai la tentar a sua sorte.
Lombok é uma ilhota à frente de Bali, mas ao contrário dos balineses, cuja maioria são hindus, a generalidade dos seus habitantes são muçulmanos. Na Indonésia as religiões parecem conviver pacificamente, já acordei com muçulmanos a rezar de madrugada, vi igrejas em frente a mesquitas e alguns templos hindus. Espalhadas por Bali estao pequenas caixinhas com oferendas aos Deuses. Ontem assistimos ao nascer do sol num templo hindu onde estavam imensas pessoas tomarem o seu banho purificador para comemorar uma data sagrada.
Saturday, June 7, 2008
As Flores
A primeira paragem pós-Timor, descontando a obrigatória em Bali, foi num arquipélago paradisíaco que já foi português. Montes de ilhotas verdes num mar transparente recheado de corais. Infelizmente a herança que deixamos limita-se ao catolicismo e aos nomes de algumas pessoas (e do próprio arquipélago, claro). Mesmo assim foi engraçado encontrar um António Lopes logo à chegada e ver que, mesmo nas aldeias mais remotas, apesar de mais animistas do que propriamente católicos, se encontram homenagens à Nossa Senhora, no maior país muçulmano do mundo.
Deu tempo para óptimos mergulhos e para visitar aldeias tradicionais, numa viagem de carro bastante penosa, aliviada por um guia que só sabia umas três palavras em inglês, mas com quem nos fartamos de rir. Graças a ele aprendi algumas palavras básicas do bahasa indonésio.
Na viagem passamos casas típicas, arrozais, plantas do café e do cacau e estivemos de molho numas hot springs (jacuzzi natural de água quente). O objectivo principal era visitar umas pequenas aldeias.
Todas têm no centro construções em forma de guarda-sol, para simbolizar o homem (protector da família, que se pode abrigar debaixo dele) e outras, em forma de casa, representam as mulheres. O chefe da aldeia tem uma espécie de casota em cima do telhado da sua casa, para mostrar quem manda. Algumas aldeias têm uma rede onde os miúdos jogam uma espécie de fute-volei, ainda deu para dar uns toques. Não há cemitérios comuns, as pessoas de cada família são enterradas em frente à sua casa, o que faz com que a convivência com as campas não tenha qualquer solenidade (assustei-me quando a bola foi para cima de uma, mas os miúdos continuaram a jogar como se nada fosse).
Começou nas flores, mas vai-se repetindo por toda a Indonésia: “Where are you from?”, “Portugal”, “OH, Cristiano Ronaldo!!”. Sem dúvida o maior embaixador do país, substituindo o Figo. Pena que quase ninguém saiba sequer onde fica o pequeno país que cá chegou há tanto tempo. Fomos os primeiros europeus a chegar à Ásia por mar e controlamos pontos-chave do comércio com o Oriente, é bastante triste ver-nos reduzidos ao futebol. Devíamos ter deixado mais obra feita por cá e aproveitar melhor o nosso passado no presente.










