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Monday, August 4, 2008

Pequenas surpresas

Tem-me acontecido várias vezes e acho que não deve ser uma constatação muito original. As capitais destes países tendem a ser grandes, desorganizadas, com gente a impingir-se em todos os sítios em busca de doláres, e pouco características, cheias de McDonald's e Starbucks (que várias me souberam muito bem, note-se :)). Ao contrário, em algumas cidadezinhas do interior, sai-se um pouco do rebanho e têm-se experiências muito mais genuínas. As pessoas são mais simpáticas, os pontos de interesse perto uns dos outros e o ritmo mais calmo, mais próprio de férias. Ayutthaya foi exactamente assim. Antes de haver Tailândia, havia o reino do Sião e Ayutthaya foi a cidade que mais tempo se aguentou como capital, vários séculos, antes de ser invadida pela Birmânia.

Diz-se que quando os birmaneses conquistaram a antiga capital um Buda gigante, que ainda lá está, chorou. O coração do país acabou transportado para Bangkok e Ayutthaya é hoje uma cidade gira e verde, com vários monumentos e um centro de estudos, mais moderno do que profundo, que se esforça por elevar a herança thai. Nele aprendemos, orgulhosos, que, através de Malaca, os portugueses foram os primeiros europeus a contactar com (mais) este povo!
Claro que nestas cidades pequenas nem tudo são facilidades, algumas só têm electricidade até certa hora, convém verificar se há ATMs e a comunicação em inglês é claramente mais difícil. Acho que a solução é um pouco de tudo.

Tuesday, July 29, 2008

Tailândia:

- da maior festa, full moon party! Milhares de backpackers de todas as nacionalidades a curtir na praia. Já ninguém sabe muito bem o porquê da celebração, mas tambem não é importante, lua cheia é festa;
- do senhor mais simpático. Da primeira vez que nos cruzamos com ele foi para pedir informações, mas comentamos logo o prestável que era. Quando voltamos a passar reparamos que era um artista a fazer panquecas. Depois da óptima panqueca sentou-se connosco e mesmo falando pouquíssimo inglês ofereceu-nos "recuerdos", explicou-nos (com dicionário) que tinha estado no exército, que a mãe era paquistanesa e o pai Thai. Mas o melhor foi que parecia não conseguir parar de sorrir (dizem que a Tailândia é o país dos sorrisos);
- dos monumentos naturais: Phang Nga Bay e Ko Phi Phi, celebrizados pelo James Bond (the man with the golden gun) e the beach;
- do mergulho com tubarões no mar mais límpido;
- onde convivemos com o rasto do tsunami. Na altura pareceu tão longínquo, agora muito perto, nas placas de evacuação e nas reconstruções que continuam, 3 anos depois;
- onde depois de muitos ingleses, americanos, australianos, alguns brasileiros, etc, encontrámos uma portuguesa;
- talvez por ter sido o único país deste sudeste asiático que não foi colonizado por europeus, o inglês dos tailandeses é o pior. Eles estão mesmo convencidos que estão a dizer coisas que nós nunca chegamos a descobrir;
- o primeiro país predominantemente budista. Há monges pela rua e as pessoas agradecem com as mãos juntas, um sorriso e uma vénia;
- o país da cidade que é um mercado gigante num engarrafamento eterno;
- onde andamos de avião, autocarro, comboio, táxi, barco, bicicleta, mota, tuk-tuk (motas com atrelado para passageiro), săamláw (bicicletas com atrelado para passageiro) e săwngthăew (carrinhas onde convive tudo o que se possa imaginar, desde pessoas a vacas);
- onde um polícia parou um carro e fez com que nos desse boleia, e a uns amigos ingleses, até à cidade mais próxima;
-onde as pessoas falam connosco em tailandês e respondemos em português...Ninguém percebe nada e todos sorrimos.