Era demais descrever os templos. Explico só que, o que se vê dentro da árvore, Ta Prohm, foi o que a academia francesa, que transformou o sítio em parque arqueológico, decidiu manter intacto quando iniciou as escavações e preservação, pouco antes do início do último século. A natureza a sobrepor-se ao Homem (tem que se carregar na imagem para ter noção da dimensão). A cara a que estou a dar chapadinhas amigáveis era uma das mais de duzentas que existem no Bayon, todas daquele tamanho ou maiores.
Ao lado de Roma, foi a colecção de monumentos que me fez sentir mais pequeno, mais ainda pensando nos séculos que já viram e nos poucos meios que havia quando foram construídos.
O outro Khmer a condicionar este país foi o do mal, o Khmer Rouge. Impulsionado pela vitória dos comunistas na guerra do Vietname, este Khmer tentou implementar a sua versão brutal do comunismo, acabando com o dinheiro e espalhando a destruição (causou a morte a 1/5 dos habitantes do Cambodja). Ironicamente foi tal o exagero que foi derrubado, 5 anos depois, pelo mesmo Vietname.
Ao atravessar a fronteira deu-se o primeiro choque, ao sair da civilizada Tailândia para o faroeste. Ruas de lama, edifícios que parecem de outro século e casinos para os tailandeses perderem os seus bahts.








